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Das pontes de Edgar Cardoso e viadutos ferroviários à Ponte da Panchorra

4660-130 Panchorra, Portugal (0)
desde/por pessoa 55.00

Estação Mosteirô

Ponte de Mosteirô, Porto Antigo

Torre da Lagariça

Ponte da Panchorra

Cozido à Portuguesa

Mosteiro Santa Maria de Cárquere

Museu Municipal de Resende

Caldas de Aregos

Cavacas de Resende


  • Programa 1 dia
  • Almoço
  • Dificuldade baixa
  • Grupos Privados
  • Guia Turístico
  • Museus

Invocando a figura de Edgar Cardoso, com o seu núcleo museológico em Resende, a “Vila Clara” da “Ilustre Casa de Ramires” nos “Caminhos de Jacinto”, onde o ligam raízes familiares, o percurso, logo após o início apreciando os belos azulejos da Estação de São Bento, toma o primeiro contacto visual com as Pontes do Infante e de São João, para, uma hora depois, se atravessar e apreciar aquela que o próprio considerou, esteticamente a mais bonita de sua autoria, Mosteirô – Porto Antigo.

A memória românica da ponte da Panchorra (com passeio de 10 minutos a pé) interliga, de forma perfeita, o passado e a modernidade.

Entre o Douro da Foz e do Porto e o Alto Douro Vinhateiro, o percurso proporciona a surpresa agradável das terras de Ribadouro ou do “Douro Verde”, com as suas Paisagens Milenares, que o homem moldou, nas duas margens, desde os planaltos dolménicos, aos castros no alto dos “vales profundamente cavados” (Eça de Queiroz), aos Mosteiros, às casas senhoriais, à linha férrea que, a partir de Mosteirô, dá as mãos à “grande e mais antiga via” de união e de acesso à região, atravessada, aqui, em vários pontos, pelos caminhos romanos e de Santiago.

Desde a magnífica albufeira, no triângulo dourado Pala – Porto Antigo – Aregos, desde a foz do Bestança, um rio selvagem e despoluído, até às aldeias mais altas do Norte do país, na Panchorra e na Gralheira, do Montemuro, com a sua fauna e flora e horizontes a perder de vista.

Começando logo pelo cenário de Porto Manso, (“um presépio”, e “com as suas laranjeiras em flor”), que deu nome ao romance do mesmo nome, de Alves Redol, evocando o drama dos últimos arrais e barcos rabelos, e a lembrança de “Como eu atravessei a África”, na última das três Casas de Serpa Pinto (Hotel de Porto Antigo) serão muitos os “passos” de um percurso verdadeiramente queirosiano, não só pela descrição da paisagem (Aregos / Tormes, de A Cidade e as Serras), mas também com o romance histórico “A Ilustre Casa de Ramires”, passando pela “cidade de Oliveira do Douro” (freguesia de Oliveira do Douro, Cinfães, com Ramires mais acima, no vale do Cabrum), pela “Casa da Torre” (Torre da Lagariça), em “Santa Ireneia” (São Cipriano), cruzamento para “Feirão”, primeira paróquia do Pe. Amaro, (“Os ares lavados e vivos da serra tinham-lhe fortificado o sangue; voltava robusto, direito, simpático, com uma boa cor na pele trigueira.”) antes de rumar a Leiria, “Craquede”, “com os túmulos dos Ramires” (Cárquere, com os túmulos dos Condes de Resende) e “Vila Clara” (Resende), para não falar da fictícia “Quinta de Santa Olávia”, da primeira geração de “Os Maias”.

Com os deliciosos biscoitos de Cinfães acompanhando o café em Porto Antigo, poderemos saborear uma boa “posta arouquesa” (Quem melhor do que o especialista internacional da F.A.O, M. H. French, que já em 1967 afirmava: “A raça Arouquesa é sem dúvida a melhor raça de carne de Portugal…”), e Cozido à Portuguesa, com as carnes e legumes da serra, depois de uma sopa à Lavrador, e vinho “que tem mais alma, entra mais na alma do que qualquer poema ou livro santo” (Eça de Queiroz), degustar as cavacas de Resende, no Espaço Edgar Cardoso, e o famoso Biscoito da Teixeira, com espumante de Santa Cruz do Douro, antes de (re) embarcarmos no comboio que nos trará, de regresso à Cidade Invicta.


Itinerário

1º Dia
09h10 Partida da estação do Porto - S.Bento
10h30 Estação de Mosteirô - partida de autocarro com visualização dos viadutos ferroviários de Porto Manso e Pala e atravessamento da Ponte de Mosteirô - Porto Antigo.
10h45 Pausa para café no bar e esplanada panorâmica, junto à albufeira da Pala, no Hotel de Porte Antigo - Ponte Edgar Cardoso e memória a Serpa Pinto e Alves Redol.
11h15 Partida para a Ponte da Panchorra (Rota do Românico) no Montemuro e Torre da Lagariça (Eça, Ilustre Casa de Ramires).
13h15 Restaurante na aldeia da Gralheira (Posta Arouquesa e/ou Cozido à Portuguesa).
16h00 Visita ao espaço museológico Edgar Cardoso, no Museu Municipal de Resende.
17h15 Partida para Caldas de Aregos (memórias das Termas e da “Barca de Passagem”).
18h00 Atravessamento de Barco para a Estação de Aregos.
18h30 Prova de espumante e doces da região no Cais de Aregos.
19h15 Regresso de comboio - Estação de Aregos.
20h45 Chegada à Estação de Porto - S. Bento.

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