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Das pontes de Edgar Cardoso e viadutos ferroviários à Ponte da Panchorra

4660-130 Panchorra, Portugal (0)
desde/por pessoa 180.00

Estação Caldas de Aregos

Viagem de Comboio com animação

Cozido à Portuguesa

Fundação Eça de Queiroz

Ponte de Esmoriz

Mosteiro Santo André de Ancede

Ponte de Mosteirô

Torre da Lagariça

Ponte da Panchorra

Mosteiro Santa Maria de Cárquere

Museu Municipal de Resende

Caldas de Aregos

Cavacas de Resende


  • Programa 2 dias
  • Almoço
  • Dificuldade baixa
  • Grupos Privados
  • Guia Turístico
  • Museus

Invocando a figura de Edgar Cardoso, com o seu núcleo museológico em Resende, a “Vila Clara” da “Ilustre Casa de Ramires” nos “Caminhos de Jacinto”, onde o ligam raízes familiares, o percurso, logo após o início apreciando os belos azulejos da Estação de São Bento, toma o primeiro contacto visual com as Pontes do Infante e de São João, para, uma hora depois, se atravessar e apreciar aquela que o próprio considerou, esteticamente a mais bonita de sua autoria, Mosteirô – Porto Antigo.

A memória românica da ponte da Panchorra (com passeio de 10 minutos a pé) interliga, de forma perfeita, o passado e a modernidade.

Entre o Douro da Foz e do Porto e o Alto Douro Vinhateiro, o percurso proporciona a surpresa agradável das terras de Ribadouro ou do “Douro Verde”, com as suas Paisagens Milenares, que o homem moldou, nas duas margens, desde os planaltos dolménicos, aos castros no alto dos “vales profundamente cavados” (Eça de Queiroz), aos Mosteiros, às casas senhoriais, à linha férrea que, a partir de Mosteirô, dá as mãos à “grande e mais antiga via” de união e de acesso à região, atravessada, aqui, em vários pontos, pelos caminhos romanos e de Santiago.

Desde a magnífica albufeira, no triângulo dourado Pala – Porto Antigo – Aregos, desde a foz do Bestança, um rio selvagem e despoluído, até às aldeias mais altas do Norte do país, na Panchorra e na Gralheira, do Montemuro, com a sua fauna e flora e horizontes a perder de vista.

Numa região com presença humana conhecida há mais de cinco mil anos, vamos tomar contacto com a invulgar atividade económica dos frades do Mosteiro de Ancede e o património do mesmo, não esquecendo o tesouro que é essa única joia nacional da Capela do Senhor do Bom Despacho, tomando, depois, contacto com os primeiros passos do Fundador da Nacionalidade, educado pelo “Senhor” da mesma terra, o Aio, Egas Moniz, junto da memória que ficou plasmada no célebre Mosteiro de Cárquere e muitas lendas à sua volta, das Termas e da Barca de Aregos, ligados ao nome da nossa primeira, generosa rainha, Dª Mafalda…

Começando logo pelo cenário de Porto Manso, (“um presépio”, e “com as suas laranjeiras em flor”), que deu nome ao romance do mesmo nome, de Alves Redol, evocando o drama dos últimos arrais e barcos rabelos, e a lembrança de “Como eu atravessei a África”, na última das três Casas de Serpa Pinto (Hotel de Porto Antigo) serão muitos os “passos” de um percurso verdadeiramente queirosiano, não só pela descrição da paisagem (Aregos / Tormes, de A Cidade e as Serras), mas também com o romance histórico “A Ilustre Casa de Ramires”, passando pela “cidade de Oliveira do Douro” (freguesia de Oliveira do Douro, Cinfães, com Ramires mais acima, no vale do Cabrum), pela “Casa da Torre” (Torre da Lagariça), em “Santa Ireneia” (São Cipriano), cruzamento para “Feirão”, primeira paróquia do Pe. Amaro, (“Os ares lavados e vivos da serra tinham-lhe fortificado o sangue; voltava robusto, direito, simpático, com uma boa cor na pele trigueira.”) antes de rumar a Leiria, “Craquede”, “com os túmulos dos Ramires” (Cárquere, com os túmulos dos Condes de Resende) e “Vila Clara” (Resende), para não falar da fictícia “Quinta de Santa Olávia”, da primeira geração de “Os Maias”.

Com os deliciosos biscoitos de Cinfães acompanhando o café em Porto Antigo, poderemos saborear uma boa “posta arouquesa” (Quem melhor do que o especialista internacional da F.A.O, M. H. French, que já em 1967 afirmava: “A raça Arouquesa é sem dúvida a melhor raça de carne de Portugal…”), e Cozido à Portuguesa, com as carnes e legumes da serra, depois de uma sopa à Lavrador, e vinho “que tem mais alma, entra mais na alma do que qualquer poema ou livro santo” (Eça de Queiroz), degustar as cavacas de Resende, no Espaço Edgar Cardoso, e o famoso Biscoito da Teixeira, com espumante de Santa Cruz do Douro, antes de (re) embarcarmos no comboio que nos trará, de regresso à Cidade Invicta.


Itinerário

1º Dia
09h10 Partida da estação do Porto - S.Bento
10h30 Estação de Aregos, com pausa para café e partida para Tormes, com breve paragem na Casa do Lodeiro (Camilo – Fany Owen – Manoel de Oliveira – Francisca – Agustina Bessa Luís).
11h30 Visita à Fundação Eça de Queiroz.
12h30 Almoço num restaurante da região.
15h00 Visita à Ponte de Esmoriz (Rota do Românico).
15h45 Visita ao Mosteiro de Ancede.
17h30 Percurso panorâmico na margem direita da albufeira da Pala e Porto Manso (Viadutos ferroviários; Memória do Caminho Romano, dos Rabelos e de Alves Redol) – Ponte de Mosteirô – Porto Antigo (Edgar Cardoso).
2º Dia
09h30 Partida para o Montemuro (memória de Serpa Pinto)
– Torre da Lagariça (memória Queirosiana)
– Ponte da Panchorra (Rota do Românico)
Nota : Pequena deslocação a pé (15 + 15 minutos)
12h30 Almoço num restaurante na aldeia típica da Gralheira (Posta Arouquesa e/ou Cozido à Portuguesa).
15h00 Partida em direção a Cárquere (Egas Moniz/Afonso Henriques/Eça de Queiroz) e visita ao Mosteiro de Santa Maria de Cárquere.
16h30 Visita ao espaço Museológico Edgar Cardoso, no Museu Municipal de Resende.
17h30 Partida para Caldas de Aregos (memórias das Termas e da “Barca de Passagem”).
18h00 Atravessamento de Barco para a Estação de Aregos.
18h30 Prova de espumante e doces da região no Cais de Aregos.
19h15 Regresso de comboio - Estação de Aregos.
20h45 Chegada à Estação de Porto - S. Bento.

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